Servidores do TCE-PA participam de treinamento em Libras e reforçam compromisso com acessibilidade

O Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) já possui servidores preparados para oferecer atendimento inicial em Língua Brasileira de Sinais (Libras) a pessoas com deficiência auditiva. Organizada pela Escola de Contas Alberto Veloso (Ecav), a capacitação foi consolidada nesta terça-feira, 28, com a conclusão da Oficina de Libras – módulo básico, que proporcionou conhecimentos essenciais para uma comunicação mais inclusiva no ambiente institucional.

Acessibilidade - A iniciativa integra as ações do Tribunal voltadas à promoção da acessibilidade e demonstra a preocupação da instituição em se antecipar a possíveis demandas. Embora ainda não seja frequente a procura por atendimento em Libras, o TCE-PA busca estar preparado para acolher adequadamente esse público, garantindo o direito à comunicação.

Durante os dois dias de treinamento, os servidores aprenderam desde o alfabeto manual, saudações e frases básicas para iniciar diálogos. Também participaram de simulações de atendimento, exercitando situações reais do cotidiano profissional.

A facilitadora da oficina, a intérprete de Libras, Leilane Monteiro, reforçou a importância da iniciativa como um primeiro passo. “Acessibilidade é direito de todos e isso inclui a comunicação. É essencial que as pessoas surdas encontrem em todos os órgãos públicos profissionais capazes de compreender suas demandas”, destacou. 

A secretária de Gestão de Pessoas e membro da Comissão de Acessibilidade, Anna Maria Gillet, ressaltou que a ação reflete uma postura proativa do Tribunal. “Estamos nos antecipando a essa realidade, preparando o Tribunal para acolher melhor esse público. Muitas pessoas com deficiência auditiva evitam procurar atendimento presencial por receio de não conseguirem se fazer entender”, afirmou.

Entre os participantes, o auditor Dalton Santiago, da Coordenadoria de Engenharia de Manutenção, destacou a importância da capacitação. Ele contou que decidiu se inscrever no curso pensando em situações futuras. “Não tenho familiares ou pessoas próximas que sejam surdas, mas quis me preparar caso um dia precise me comunicar por meio da Libras”, disse. Segundo ele, a experiência foi positiva. “Gostei muito da aula e me surpreendi. Achei que seria mais difícil do que realmente é”, relatou.

A grande procura pela oficina, que teve todas as vagas preenchidas, evidencia o interesse dos servidores em desenvolver habilidades voltadas à inclusão. A expectativa é de que novas turmas sejam ofertadas, ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo uma cultura institucional mais acessível e acolhedora.

Criada para fortalecer as políticas inclusivas no âmbito do TCE-PA, a Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão atua na elaboração e implementação de ações voltadas à garantia de direitos das pessoas com deficiência.

Entre os avanços recentes está a instituição da Política de Acessibilidade do Tribunal. Além de melhorar as práticas internas, o trabalho da comissão contribui para o papel do TCE-PA como órgão fiscalizador, incentivando o cumprimento das normas de acessibilidade em toda a administração pública.

 

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